PEPE a partir da Guiné
Informações retiradas a partir da carta de oração da missionária Ana Lúcia - 17 September 2012

A República da Guiné, ou Guiné francesa, como é conhecida para se diferenciar das outras duas Guinés africanas – Bissau e Equatorial – é um país predominantemente muçulmano. Para os povos da Guiné, o Ramadã é sua segunda maior festa religiosa.

Em agosto, os guineanos comemoraram o Ramadã, quando jejuaram por 30 dias (não festejam, não ouvem música, não comem, nem bebem durante o dia) para conseguirem o perdão de seus pecados. Durante este mês, apenas pessoas doentes, anciãos, mulheres grávidas e crianças não são obrigados a cumprirem o jejum. Quanto às crianças, mesmo não seguindo esse passo da religião islâmica, observam com muita atenção e já esperam ansiosamente para também poderem fazer parte do grupo de seus pais.

O mês de agosto também é de férias para as crianças, inclusive no PEPE. Atualmente, o programa possui atualmente três unidades – uma na capital, outra em Forecariah e outra no vilarejo de Katurumã. Agosto também é tempo de muita chuva e é bem aproveitado pelos povos locais para o plantio de arroz e outros alimentos básicos dos pratos tradicionais do país. Por isso, alunos e professores se deslocam aos vilarejos de seus pais para ajudarem nas plantações.

“Apesar de ser um mês de férias, nosso trabalho continua”, afirma a missionária Ana Lúcia, coordenadora do PEPE na Guiné. “É tempo de planejar a formação básica de cinco dias que acontecerá em setembro. Estou também capacitando um professor para trabalhar no PEPE de Forecariá, a 100 quilômetros de distância da capital do país, Conacri”, explica Ana Lúcia.

“Em Katurumã, até agora trabalhamos com apenas uma classe mista de crianças. Os pais solicitaram a abertura da segunda. O vilarejo já designou um professor para a função”, explica a missionária.

Nosso pedido é que você continue orando para que o PEPE abençoe ainda mais crianças e famílias na Guiné. Que o programa possibilite ao mesmo tempo um novo olhar da sociedade guineana sobre suas crianças, como pessoas criadas por Deus, dignas de cuidados e também dignas de uma educação escolar de qualidade.