Crianças angolanas são alvos de uma educação integral
Emanuel Wafumua - 20 June 2012

A realidade atual do contexto angolano afirma que a criança é prioridade em todos os escalões cumprindo com os 11 compromissos assinados pelo governo de Angola. As organizações que trabalham com crianças lutam para o cumprimento desses acordos que beneficiam também crianças deste país africano. Contudo, é absurdo o número crescente de crianças de 0 a 5 anos que permanece em suas casas ou nas ruas por falta de espaços educacionais para acolhê-las.

Do total de crianças angolanas com 4 e 5 anos de idade, apenas 1,8% está nos centros infantis e 18,8% nas casas e nas ruas, sem preparação escolar. Neste momento, o número de crianças nas unidades do PEPE aumentou significativamente para 897. E desde o inicio do Programa socioeducativo, aproximadamente 7 mil crianças foram beneficiadas pelo trabalho do PEPE e 263 missionários membros das igrejas locais se formaram como missionários-educadores.

Este Programa socioeducativo ganhou, além de espaço nas comunidades onde está inserido a confiança das famílias destas comunidades. Para o coordenador do PEPE em Angola, Emanuel Wafumbua, o Programa tem sido o melhor lugar para se preparar as crianças para continuarem a sua formação na escola primária com firmeza e confiança. Emanuel afirma ainda que é através do PEPE que crianças carentes sem acesso a uma preparação pré-escolar – ou as crianças que não são das igrejas locais – adquirem os pré-requisitos necessários para sua formação social, intelectual, emocional, cultural e espiritual, segundo os princípios de Jesus.

Atualmente, são 15 unidades do PEPE em Angola, 37 missionários-educadores, e mais de 550 famílias contactadas. Um número expressivamente grande que demanda atenção, dedicação e oração, pois o trabalho envolve vidas angolanas esperançosas de um presente e um futuro melhor pregados pelo Evangelho da paz que liberta, inclusive de vários tipos de pobreza.

Assim como todos nas Américas, Oriente Médio e África, neste caso em Angola, o PEPE também apresenta suas dificuldades desafiadoras. Por isso, pedimos a você e sua igreja que ore:

  • Pela autossustentabilidade do PEPE. Os coordenadores e educadores precisam de sabedoria para fazer as unidades se autossustentarem, visando a diminuição da dependência financeira de outras fontes;
  • Pelas crianças órfãs nas unidades do PEPEs de Angola;
  • Pelas formações pedagógicas continuadas, para que os educadores entendam o verdadeiro objetivo e os alcancem;
  • Pelos coordenadores do PEPE em Angola e suas visitas às unidades.

Texto produzido a partir do relatório trimestral para o PEPE do Coordenador Nacional de Angola